É uma doença que pode acometer indivíduos de qualquer faixa etária, mas sua maior prevalência é sem
dúvida na infância, com idade de aparecimento entre 0 e 4 anos de idade.
O desvio de um dos olhos deve ser levado a sério, tão logo seja percebido pelos pais, parentes, pediatras ou professores. Pode ser o primeiro
sinal de doenças graves, como baixa visão de um dos olhos por diversas doenças (catarata congênita, malformações,
tumores oculares ou cerebrais, hipermetropia, miopia, astigmatismo) ou simplesmente um posicionamento errôneo dos olhos.
Além do desvio dos olhos, o estrabismo pode provocar outros sinais e sintomas como torcicolo e diplopia (visão dupla).
No adulto, o desvio súbito dos olhos pode indicar doenças sistêmicas como diabetes, hipertensão arterial, doença da
tireóide entre outras.
O tratamento do estrabismo vai depender do tipo de estrabismo e da idade do paciente. Podem ser necessários tratamento oclusivo (tampão), uso
de óculos, aplicação de toxina botulínica (Botox) no corpo muscular ou ainda a realização de cirurgia. A
persistência do olho torto durante um tempo prolongado na infância pode provocar ambliopia. A ambliopia, popularmente conhecida como "olho
preguiçoso", pode tornar-se incurável caso o diagnóstico seja tardio.
Diante desse quadro, é indispensável procurar ajuda e orientação do especialista precocemente. Além da
investigação e acompanhamento médicos, a colaboração dos pais e indispensável para o tratamento adequado
dessas crianças.
A persistência do olho torto durante um tempo prolongado na infância, pode provocar ambliopia.

Existe no mercado uma variedade enorme de colírios com características e propriedades distintas. No entanto, é comum ouvimos dos
pacientes, principalmente daqueles que se medicam, que estão "pingando algum destes colírios comuns, vendidos sem receitas" para
aliviar os sintomas de irritação nos olhos.
Queixas de sensação de areia nos olhos, irritação, sensibilidade a luz e vermelhidão ocular são muito frequentes,
principalmente entre as pessoas que trabalham em ambientes com poeira, ar condicionado ou que utilizam o computador durante horas seguidas. Certamente a
utilização de colírios lubrificantes pode atenuar estas queixas.
Entretanto, existe grande variedade de colírios disponível nas farmácias, entre os quais podemos citar os que contém glicerina
ou sorbitol, os hiposmolares, o mucinomiméticos, dentre outros. Desta forma, cabe ao médico oftalmologista, após a consulta e exame do
paciente, selecionar aquele produto que melhor se adapta para cada situação.
Nenhum medicamento pode ser considerado totalmente inócuo ou isento de efeitos colaterais. Somente o médico pode decidir a melhor
relação entre o risco e o benefício do uso de determinado colírio, individualizando esta decisão para cada paciente.
Infelizmente, alguns medicamentos que podem ser obtidos sem dificuldades pelos pacientes diretamente na farmácias podem causar consequências
gravíssimas aos olhos, quando utilizados sem supervisão médica. Colírios que contém cortisona, por exemplo quando
mal utilizados, podem desencadear catarata e até glaucoma. Colírios contendo vasoconstrictores (aqueles que "branqueiam os olhos")
também apresentam diversos efeitos colaterais possíveis, principalmente a dependência ao uso e o risco cardio-circulatório nos
pacientes cardiopatas ou hipertensos.
Portanto, somente após exame clínico detalhado, o oftalmologista será capaz de selecionar o melhor colírio lubrificante
indicado para que cada paciente tenha o seu problema resolvido da melhor forma possível.
Nenhum medicamento pode ser considerado totalmente inócuo ou isento de efeitos colaterais. Somente o médico pode decidir a melhor
relação entre o risco e o benefício do uso de determinado colírio.

O Centro Oftalmológico Pacaembu e o Instituto de Educação Infantil "O Recanto" realizam, durante o
mês de junho, levantamento da situação visual dos alunos.
Foram testadas as acuidades visuais, visão estereoscópia (de profundidade), equilíbrio da musculatura motora dos olhos e visão
de cores.
A harmonia obtida entre as equipes do COP e do Instituto e a curiosa e interessada colaboração das próprias
crianças permitiram que a pesquisa fosse completada sem transtornos. Deve-se destacar a atuação de Sylvia Regina Piccaroni Ribeiro,
coordenadora pedagógica do instituto, bem como da secretaria do COP, Camila Colleoni Graciano, no apoio das atividades realizadas.
Como resultado final dos exames de 30 alunos, foram detectadas: 01 criança com baixa acuidade visual importante; 01 criança com baixa de
acuidade visual leve e 01 criança com acuidade estereoscópia reduzida. Seus pais foram orientados a procurarem seus médicos
oftalmologistas de família.
Esse trabalho de integração comunitária foi feito sem quaisquer ônus para a escola ou pra os pais das crianças, a
título de retribuição do Centro Oftalmológico Pacaembu pela prestigiosa procura que vem tendo, durante os
35 anos de atividade no bairro.
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