Da mesma forma, muitos diabéticos não sabem que têm grande probabilidade de desenvolver doença
ocular provocada e/ou potencializada pela diabetes até o dia em que passam a não enxergar tão bem. Muitos procuram o oftalmologista
com a intenção de trocar os óculos e descobrem que possuem catarata ou a retinopatia diabética.
O único tratamento conhecido da catarata, opacificação do cristalino (estrutura interna do olho normalmente transparente) é
a cirurgia, que atualmente pode ser feita com equipamentos de ultra-som e tecnologia de última geração que permitem que um
complexo procedimento médico seja efetuado com o máximo de segurança e conforto para o paciente.
Na retinopatia diabética, a retina, estrutura interna do globo ocular que capta a luz e a transforma em estímulos visuais que são
transmitidos ao cérebro, pode apresentar hemorragias, alterações dos vasos sanguíneos e mudanças estruturais.
É importante ressaltar que nem sempre a catarata ou a retinopatia diabética apresentam sintomas no início de seu desenvolvimento e
que o diagnóstico precoce, principalemente no caso de retinopata diabética, é fundamental para o melhor controle da doença
que é incurável pelos conhecimentos científicos que obtivemos até o momento. O controle da retinopatia diabética
por sua vez, é fundamental para que o portador mantenha a sua qualidade de vida e o máximo de sua visão.
Dentre os equipamentos utilizados para se diagnosticar a retinopatia diabética destacam-se o Retinógrafo - câmara de alta
resolução que captura imagens de retina e o tomógrafo de coerência óptica ( OCT ) - equipamento capaz de analisar
as camadas da retina.
O tratamento da retinopatia diabética vem se modificando nos últimos anos com o uso de drogas aplicadas dentro do olho. Drogas como a
triancinolona e os chamados anti-angiogênicos vêm apresentando resultados animadores. O laser também é amplamente utilizado.
Equipamentos e instrumentos cada vez mais seguros e cirúrgicos cada vez melhores, mesmo em casos avançados.
Os diabéticos que não desenvolveram a retinopatia diabética devem redobrar seus esforços para manter o controle
clínico da doença com medicamentos, dieta e exercícios físicos regulares e devem passar a exercer o controle de sua
saúde ocular através de visitas periódicas ao oftalmologista, mesmo que esteja enxergando perfeitamente.
Dr. Gustavo Takahashi
Novas possibilidades diagnósticas e terapêuticas são abertas a cada dia pelo desenvolvimento científico e
tecnológico e pela universalização do conhecimento trazido pelas novas formas de comunicação. O aumento da
expectativa de vida da população mundial exige da Oftalmologia respostas adequadas para o grande desafio de proporcionar qualidade de
vida e saúde satisfatória para todos.
O desenvolvimento da cirurgia de catarata é um dos maiores exemplos desse espantoso avanço. Até pouco mais de quinze anos a
operação somente era realizada apenas quando a visão do olho comprometido fosse extremamente baixa. O procedimento durava algo
entre uma e duas horas, era agressiva e necessitava de muitos pontos de sutura (que deveriam ser removidos no período
pós-operatório), internação hospitalar e a maioria dos que a ela se submetiam tinham que passar o resto da vida de
óculos de grossas lentes.
Com as técnicas atuais, a maior parte das operaçóes pode ser realizadas com anestesia tópica (colírio) e leve
sedação, em regime de curta permanência, na qual o paciente vai para casa logo após a cirurgia. Lentes intra-oculares
que substituem o cristalino removido são fabricadas com materiais cada vez mais nobres e biocompatíveis e podem ser dobradas na hora
do implante, possibilitando a realização de cirurgia sem necessidade de pontos, com rápida recuperação e retomada
quase que imediata das atividades habituais.
O Centro Oftalmológico Pacaembu, acompanha todo esse progresso. Recentemente incorporou a seu arsenal terapêutico o
uso da ponteira Ozil, no aparelho para facoemulsificação Infiniti, que possibilita a fragmentação e extração
do cristalino afetado pela catarata em condiçóes ótimas para o paciente. O COP também tem
disponível o biômetro Ocuscan RXP, para medição exata e conveniente do grau e das configuraçóes da
lente intra-ocular que será implantada.
Tudo para proporcionar sempre o melhor para aqueles que nos procuram!
Dr. Flávio Dualibi
O Olho seco pode ocorrer devido deficiência do filme lacrimal ou por evaporação excessiva.
Os sintomas mais comuns são sensações de areia e ardor causado pelo atrito da pálpebra com a córnea,
embaçamento visual devido à irregularidade da superfície ocular, dificuldade para abrir os olhos ao acordar ocasionada pela
diminuição da produção da lágrima quando dormimos, e sensibilidade à luz. Pesquisas recentemente realizadas
indicam que entre 15 e 40% da população apresentam sintomas de olho seco em diferentes graus de gravidade.
Pessoas que fazem uso excessivo da visão para perto (leitura e computador) costumam apresentar tais sintomas com mais frequência e
intensidade, uma vez que nessas situações piscam menos e aumentam a evaporação da lágrima.
O diagnóstico deve ser feito por oftalmologista através de testes específicos. O tratamento consiste no uso contínuo de
colírio lubrificante (lágrimas artificiais). Os lubrificantes podem variar quanto à consistência (mais líquido ou
viscoso) e podem, ou não, apresentar conservante em sua fórmula. Cabe ao oftalmologista escolher o lubrificante ideal para cada caso.
Alguns casos não são resolvidos somente com o uso do lubrificante, sendo necessária oclusão temporária
ou definitiva do ponto lacrimal.

Dra. Andréa Santucci

Dra. Débora Schneider

Dra. Erika Silvino Rodrigues
Pesquisas e novas técnicas industriais têm produzido e aprimorando os materiais dessas lentes, gerando um grande número de
desenhos, projetados para resolver qualquer problema visual.
Para o diretor do COP, o médico oftalmologista Nilo Holzchuc e seu filho Ricardo, também médico de nosso Corpo
Clínico, os novos materiais utilizados na confecção das lentes de contato gelatinosas permitem a confecção de
lentes que permitem que a pessoa as use por mais horas seguidas. No caso das lentes rígidas, os novos materiais permitem maior passagem de
oxigênio para a córnea, que proporciona maior segurança para o usuário.
"Hoje existe uma variação de modelos e de desenhos de lentes muito grande. Por isto, sugerimos ao paciente que realize consultas
periódicas para verificar se entre os lançamentos ocorridos não existe um que lhe garante uma solução
óptica adequada", afirma o Dr. Holzchuc.

Dr. Nilo Holzschuc

Dr. Ricardo Holzschuc
Os médicos explicam que as lentes gelatinosas são mais bem aceitas pelos pacientes, mas exigem cuidados mais constantes, ao passo que
as lentes rígidas exigem período de adaptação maior, mas possibilitam visão mais nítida e os cuidados para
sua manutenção são mais simples.
No terreno da manutenção das lentes de contato, os Holzchuc afirmam que as empresas do segmento oftálmico estão
constantemente pesquisando e lançando no mercado novos produtos que aumentam o conforto do usuário de lentes de contato e sua
segurança. Lembram que há alguns anos eram necessários dois ou mais produtos diferentes para a correta assepsia das lentes e que
hoje com um único produto reúne todas as características necessárias para a realização da ação.
"Finalmente, tivemos avanços nas lentes para astigmatismo e para presbiopia, com a evolução de modelos e desenhos.
Temos atualmente lentes de contato bifocais e multifocais, que exigem certo treinamento do paciente e indicações detalhadas do oftalmologista,
mas que proporcionam soluções ópticas muito adequadas" declarou.
Os Holzchuc assinalam que muitas pessoas que começam a padecer de presbiopia, a vista cansada, que provoca dificuldades para enxergar de perto
em pessoas com mais de 40 anos, foram usuárias de lentes de contato em grande parte da vida e que não se conformavam em voltar a usar
óculos para leitura. Hoje, relatam que tal situação tem grande chance de ser resolvida e que em muitos casos o paciente
obtém a lente de contato adequado a suas necessidades.
Por outro lado, o surgimento das lentes de contato tóricas permite que os portadores de astigmatismo possam utilizar lentes de contato que
proporcionam acuidade visual semelhante a que eles obtêm com os óculos, o que era impossível em passado recente.
"A tecnologia avança com muita velocidade. Temos certeza que para um número cada vez maior de pacientes, as lentes de contato
representam, cada vez mais, uma boa solução óptica", concluem os doutores Nilo e Ricardo Holzchuc.
A maior parte das complicações com lentes de contato dá-se por desobediência dos usuários às orientações
de manutenção e ao período de troca.
A manutenção das lentes de contato visa:
Devemos criar a rotina para a manutenção das lentes de contato. Sempre que retiramos as lentes de contato dos olhos, é
recomendável submetê-las à limpeza e à desinfecção. Para boa manutenção das lentes de contato
devemos promover:
Graças a aprceria estabelecida com a Cooeprativa do trabalho Cooperoeste, o Centro Oftalmológico
Pacaembu passou a contar com a participação das novas colaboradoras: Camila Colleone Graciano, Simone Maria dos Santos e
Vanessa Ribeiro da Costa.
Horário de Atendimento
Segunda à Sexta:
09h às 18h
Sábado:
09h às 12h
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