Avanços no diagnóstico e tratamento da diabetes ocular

Dr. Gustavo Takahashi

Da mesma forma, muitos diabéticos não sabem que têm grande probabilidade de desenvolver doença ocular provocada e/ou potencializada pela diabetes até o dia em que passam a não enxergar tão bem. Muitos procuram o oftalmologista com a intenção de trocar os óculos e descobrem que possuem catarata ou a retinopatia diabética.
O único tratamento conhecido da catarata, opacificação do cristalino (estrutura interna do olho normalmente transparente) é a cirurgia, que atualmente pode ser feita com equipamentos de ultra-som e tecnologia de última geração que permitem que um complexo procedimento médico seja efetuado com o máximo de segurança e conforto para o paciente.
Na retinopatia diabética, a retina, estrutura interna do globo ocular que capta a luz e a transforma em estímulos visuais que são transmitidos ao cérebro, pode apresentar hemorragias, alterações dos vasos sanguíneos e mudanças estruturais.
É importante ressaltar que nem sempre a catarata ou a retinopatia diabética apresentam sintomas no início de seu desenvolvimento e que o diagnóstico precoce, principalemente no caso de retinopata diabética, é fundamental para o melhor controle da doença que é incurável pelos conhecimentos científicos que obtivemos até o momento. O controle da retinopatia diabética por sua vez, é fundamental para que o portador mantenha a sua qualidade de vida e o máximo de sua visão.
Dentre os equipamentos utilizados para se diagnosticar a retinopatia diabética destacam-se o Retinógrafo - câmara de alta resolução que captura imagens de retina e o tomógrafo de coerência óptica ( OCT ) - equipamento capaz de analisar as camadas da retina.
O tratamento da retinopatia diabética vem se modificando nos últimos anos com o uso de drogas aplicadas dentro do olho. Drogas como a triancinolona e os chamados anti-angiogênicos vêm apresentando resultados animadores. O laser também é amplamente utilizado. Equipamentos e instrumentos cada vez mais seguros e cirúrgicos cada vez melhores, mesmo em casos avançados.
Os diabéticos que não desenvolveram a retinopatia diabética devem redobrar seus esforços para manter o controle clínico da doença com medicamentos, dieta e exercícios físicos regulares e devem passar a exercer o controle de sua saúde ocular através de visitas periódicas ao oftalmologista, mesmo que esteja enxergando perfeitamente.
Dr. Gustavo Takahashi

Avanços no tratamento cirúrgico de catarata

A Oftalmologia foi uma das especialidades médicas que mais avançou nas últimas décadas

Novas possibilidades diagnósticas e terapêuticas são abertas a cada dia pelo desenvolvimento científico e tecnológico e pela universalização do conhecimento trazido pelas novas formas de comunicação. O aumento da expectativa de vida da população mundial exige da Oftalmologia respostas adequadas para o grande desafio de proporcionar qualidade de vida e saúde satisfatória para todos.
O desenvolvimento da cirurgia de catarata é um dos maiores exemplos desse espantoso avanço. Até pouco mais de quinze anos a operação somente era realizada apenas quando a visão do olho comprometido fosse extremamente baixa. O procedimento durava algo entre uma e duas horas, era agressiva e necessitava de muitos pontos de sutura (que deveriam ser removidos no período pós-operatório), internação hospitalar e a maioria dos que a ela se submetiam tinham que passar o resto da vida de óculos de grossas lentes.
Com as técnicas atuais, a maior parte das operaçóes pode ser realizadas com anestesia tópica (colírio) e leve sedação, em regime de curta permanência, na qual o paciente vai para casa logo após a cirurgia. Lentes intra-oculares que substituem o cristalino removido são fabricadas com materiais cada vez mais nobres e biocompatíveis e podem ser dobradas na hora do implante, possibilitando a realização de cirurgia sem necessidade de pontos, com rápida recuperação e retomada quase que imediata das atividades habituais.
Comentário Dr. Flávio 'b O Centro Oftalmológico Pacaembu, acompanha todo esse progresso. Recentemente incorporou a seu arsenal terapêutico o uso da ponteira Ozil, no aparelho para facoemulsificação Infiniti, que possibilita a fragmentação e extração do cristalino afetado pela catarata em condiçóes ótimas para o paciente. O COP também tem disponível o biômetro Ocuscan RXP, para medição exata e conveniente do grau e das configuraçóes da lente intra-ocular que será implantada.
Tudo para proporcionar sempre o melhor para aqueles que nos procuram!
Dr. Flávio Dualibi

Atualização nos conceitos sobre diagnótico e tratamento do olho-seco

Olho seco

O Olho seco pode ocorrer devido deficiência do filme lacrimal ou por evaporação excessiva.
Os sintomas mais comuns são sensações de areia e ardor causado pelo atrito da pálpebra com a córnea, embaçamento visual devido à irregularidade da superfície ocular, dificuldade para abrir os olhos ao acordar ocasionada pela diminuição da produção da lágrima quando dormimos, e sensibilidade à luz. Pesquisas recentemente realizadas indicam que entre 15 e 40% da população apresentam sintomas de olho seco em diferentes graus de gravidade.
Pessoas que fazem uso excessivo da visão para perto (leitura e computador) costumam apresentar tais sintomas com mais frequência e intensidade, uma vez que nessas situações piscam menos e aumentam a evaporação da lágrima.
O diagnóstico deve ser feito por oftalmologista através de testes específicos. O tratamento consiste no uso contínuo de colírio lubrificante (lágrimas artificiais). Os lubrificantes podem variar quanto à consistência (mais líquido ou viscoso) e podem, ou não, apresentar conservante em sua fórmula. Cabe ao oftalmologista escolher o lubrificante ideal para cada caso.
Alguns casos não são resolvidos somente com o uso do lubrificante, sendo necessária oclusão temporária ou definitiva do ponto lacrimal.

Dra. Andréa Santucci
Dra. Andréa Santucci

Dra. Débora Schneider
Dra. Débora Schneider

Dra. Erika Silvino Rodrigues
Dra. Erika Silvino Rodrigues

Atualização no uso de lentes de contato

Cerca de dois bilhões de brasileiros, de todas as idades e com os mais diversos problemas de visão, optaram pelo uso de lentes de contato para enxergar melhor.

Pesquisas e novas técnicas industriais têm produzido e aprimorando os materiais dessas lentes, gerando um grande número de desenhos, projetados para resolver qualquer problema visual.
Para o diretor do COP, o médico oftalmologista Nilo Holzchuc e seu filho Ricardo, também médico de nosso Corpo Clínico, os novos materiais utilizados na confecção das lentes de contato gelatinosas permitem a confecção de lentes que permitem que a pessoa as use por mais horas seguidas. No caso das lentes rígidas, os novos materiais permitem maior passagem de oxigênio para a córnea, que proporciona maior segurança para o usuário.
"Hoje existe uma variação de modelos e de desenhos de lentes muito grande. Por isto, sugerimos ao paciente que realize consultas periódicas para verificar se entre os lançamentos ocorridos não existe um que lhe garante uma solução óptica adequada", afirma o Dr. Holzchuc.

Dr. Nilo Holzschuc
Dr. Nilo Holzschuc

Dr.RicardoHolzschuc
Dr. Ricardo Holzschuc













Os médicos explicam que as lentes gelatinosas são mais bem aceitas pelos pacientes, mas exigem cuidados mais constantes, ao passo que as lentes rígidas exigem período de adaptação maior, mas possibilitam visão mais nítida e os cuidados para sua manutenção são mais simples.
No terreno da manutenção das lentes de contato, os Holzchuc afirmam que as empresas do segmento oftálmico estão constantemente pesquisando e lançando no mercado novos produtos que aumentam o conforto do usuário de lentes de contato e sua segurança. Lembram que há alguns anos eram necessários dois ou mais produtos diferentes para a correta assepsia das lentes e que hoje com um único produto reúne todas as características necessárias para a realização da ação.
"Finalmente, tivemos avanços nas lentes para astigmatismo e para presbiopia, com a evolução de modelos e desenhos. Temos atualmente lentes de contato bifocais e multifocais, que exigem certo treinamento do paciente e indicações detalhadas do oftalmologista, mas que proporcionam soluções ópticas muito adequadas" declarou.
Os Holzchuc assinalam que muitas pessoas que começam a padecer de presbiopia, a vista cansada, que provoca dificuldades para enxergar de perto em pessoas com mais de 40 anos, foram usuárias de lentes de contato em grande parte da vida e que não se conformavam em voltar a usar óculos para leitura. Hoje, relatam que tal situação tem grande chance de ser resolvida e que em muitos casos o paciente obtém a lente de contato adequado a suas necessidades.
Por outro lado, o surgimento das lentes de contato tóricas permite que os portadores de astigmatismo possam utilizar lentes de contato que proporcionam acuidade visual semelhante a que eles obtêm com os óculos, o que era impossível em passado recente.
"A tecnologia avança com muita velocidade. Temos certeza que para um número cada vez maior de pacientes, as lentes de contato representam, cada vez mais, uma boa solução óptica", concluem os doutores Nilo e Ricardo Holzchuc.

Manutenção das lentes de contato

Lentes de contato

A maior parte das complicações com lentes de contato dá-se por desobediência dos usuários às orientações de manutenção e ao período de troca.
A manutenção das lentes de contato visa:

  • • Conservar a qualidade óptica das lentes de contato;
  • • Evitar alterações na superfície que facilita a formação de sujeira e depósitos;
  • • Remover depósitos ambientais e de poluição;
  • • Prevenir e remover depósito da própria lágrima;
  • • Reduzir o número de microorganismos prejudiciais aos olhos;
  • • Aumentar o tempo de vida útil das lentes de contato;


Devemos criar a rotina para a manutenção das lentes de contato. Sempre que retiramos as lentes de contato dos olhos, é recomendável submetê-las à limpeza e à desinfecção. Para boa manutenção das lentes de contato devemos promover:

Higiene das mãos

  • • Recomenda-se lavar as mãos com sabonete neutro sempre antes de manusear as lentes de contato, com especial atenção as unhas, que devem ser aparadas e limpas. Usar toalha que não solte fiapos.

Limpeza das lentes de contato

  • • Usar soluções multiuso específicas para cada tipo de lente de contato. Nunca usar água com lente de contato.

Enxágue

  • • Indicado para remover os depósitos e restos de sujeira das lentes de contato após a limpeza, antes de colocá-las nos olhos. E feito com a solução limpadora de lentes de contato.

Desinfecção

  • • Após a limpeza, a lente de contato deve ser submetida à desinfecção, para eliminar os microorganismos prejudiciais aos olhos.

Limpeza do estojo

  • • Deve ser limpo uma vez por semana com a própria solução multiuso de lente de contato e escova de dente. Após limpar, deixar secar ao ar livre. Recomenda-se trocá-la a cada 3 meses.

Importante lembrar:

  • • Não se deve dormir com as lentes de contato;
  • • Não se deve usar jamais água nas lentes de contato;
  • • Realizar sempre boa higiene das mãos antes de colocar as lentes de contato;
  • • Lentes de contato são de uso individual;
  • • Os cuidados com as lente de contato devem ser feitos todos os dias;

 

Em tempo...

Graças a aprceria estabelecida com a Cooeprativa do trabalho Cooperoeste, o Centro Oftalmológico Pacaembu passou a contar com a participação das novas colaboradoras: Camila Colleone Graciano, Simone Maria dos Santos e Vanessa Ribeiro da Costa.

Horário de Atendimento
Segunda à Sexta:
09h às 18h
Sábado:
09h às 12h

Ouça as entrevistas
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