Durante muitos anos a doença Glaucoma foi sinônimo de pressão intra-ocular elevada. Com o tempo, foram sendo descobertos caso
de doença que se caracterizavam por lesão no nervo óptico (defeito anatômico) e redução do campo visual
(defeito funcional) similares ao glaucoma de pressão alta, porém sem que fosse registrada pressão intra-ocular elevada.
Essa doença foi chamada de glaucoma de pressão normal.
O diagnóstico do glaucoma de pressão normal nem sempre é fácil de ser feito. Mais difícil ainda é seu
diagnóstico precoce. A doença geralmente assintomática, apresenta sinais clínicos apenas quando esta em estágio
mais avançado.
As incidência é muito controversa, variando de acordo com raça, sexo e idade. Na literatura mundial há referencias de
incidência variando de 6,7 a 65 %. No Brasil não há dados sobre essa incidência, mas sabemos que é mais frequente do
que o imaginado no passado.
Os pacientes com glaucoma de pressão-normal constituem um grupo heterogêneo em que várias condições sistêmicas
podem ser encontradas, com aspectos vasculares, reumáticos, neurológicos e genéticos que devem ser investigados.
O diagnóstico deve ser o mais precoce possível e somente oftalmologista é capaz de realizá-lo, pois no inicio a
doença é completamente assintomática, isto é, não dói, não arde, não queima, não
coça e o paciente não percebe que é portador da doença.
O tratamento do glaucoma de pressão normal é realizado com drogas (colírios) que permitem o seu controle. Quando só o
tratamento medicamentoso não é suficiente, existe a indicação cirúrgica.
Destaques
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